segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Terapia Literária - Com Márcio Ezequiel
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Mário Gayer e David Coimbra
Mulheres
O universo delas é belo e imprevisível e de alguma forma conheço bem. Afinal, fiquei nove meses dentro de uma.
Que mentira absurda. Se fosse assim tão fácil quanto falam, porque então estudamos o comportamento feminino para tentar entendê-las e conquistá-las em jantares nos restaurantes e em encontros românticos nas praças?É que, cá pra nós, quem manda de fato são elas e, mesmo sendo forçadas a ficar nas sombras por muito tempo, se destacam brilhantemente em várias áreas dominadas pelo sexo masculino e seguem conquistando seu espaço na sociedade com muita sabedoria, sensibilidade e competência.
Por exemplo, na própria oficina literária que faço parte, já são maioria.
No entanto, existem aquelas que são ainda forçadas a serem meros objetos dos homens em alguns lugares do planeta, perdendo sua própria identidade e liberdade.
Apesar de todo o mistério que as cercam, creio eu que é inconcebível visualizar um lugar sem charme feminino.
Atire a primeira rosa aquele que nunca se apaixonou por uma mulher.
Nunca devemos subestimar sua força. São os olhos e ouvidos de um mundo que é insensível aos seus apelos.
O que seria dessa crônica sem garotas? Nada alem de meras palavras vazias.
Por isso que digo com todas as letras.
Mulheres, o poder é de vocês.
Por Mário Gayer do Amaral
Publicado no Blog do Coimbra
O universo delas é belo e imprevisível e de alguma forma conheço bem. Afinal, fiquei nove meses dentro de uma.
Encontrei em todas as fases da minha vida até agora, diversas moças, senhoras e senhoritas de todas as idades, raças, credos, gostos e sentimentos e confesso que isto é mais complicado do que imaginei sendo que esta complexidade vem desde os tempos remotos em que os rapazes iam em linha reta e se perdiam e as raparigas, por sua vez, iam em diversas direções e se encontravam.
Durante meus estudos, tanto no primário quanto na faculdade, alguns alfarrábios diziam que a história foi feita pelo “sexo forte” e que o “sexo frágil” era incapaz de fazer qualquer coisa sem a ajuda do macho e ainda que seu “pecado original” desencaminhava os ditos virtuosos.Por exemplo, na própria oficina literária que faço parte, já são maioria.
No entanto, existem aquelas que são ainda forçadas a serem meros objetos dos homens em alguns lugares do planeta, perdendo sua própria identidade e liberdade.
Apesar de todo o mistério que as cercam, creio eu que é inconcebível visualizar um lugar sem charme feminino.
Atire a primeira rosa aquele que nunca se apaixonou por uma mulher.
Nunca devemos subestimar sua força. São os olhos e ouvidos de um mundo que é insensível aos seus apelos.
O que seria dessa crônica sem garotas? Nada alem de meras palavras vazias.
Por isso que digo com todas as letras.
Mulheres, o poder é de vocês.
sábado, 16 de julho de 2011
Sobre a meta-escrita
Semana passada, na nossa oficina, arrisquei falar em metalinguagem. A dificuldade para apresentar o conceito é quase uma redundância. Quer ver? Metalinguagem é um tipo de linguagem que explica a própria linguagem. Hein? É expressar alguma coisa sobre o meio de expressão pelo qual se expressa essa mesma coisa. Enrolado, né? Pois é assim. O palavreado se dobra sobre si para desdobrar o próprio palavreado - com o devido cuidado para não enrolar a língua.
Na literatura pós-moderna de nossos dias os escritores têm uma predileção por tratar da construção do texto no próprio texto. Machado de Assis foi precursor no uso da técnica. Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, no capítulo sobre as ideias fixas, o autor dialoga sobre a obra ao longo dela. “Veja o leitor a comparação que melhor lhe quadrar, veja-a e não esteja daí a torcer-me o nariz, só porque ainda não chegamos à parte narrativa destas memórias.” Mais adiante sugere a frustração do protagonista, deixando um capítulo em branco. “Há coisas que melhor se dizem calando; tal é a matéria do capítulo anterior.” Concorda, leitor?
Nas outras artes também temos boas aplicações. Quando o ator olha para a câmera e fala com o espectador sobre o filme, trata-se de metalinguagem. A rosa púrpura do Cairo, de Woody Allen, segue como bom exemplo. Quando João Gilberto canta "se você disser que eu desafino, amor..." além de desafinar pra dedéu, canta senão a metalinguagem.
AS MENINAS - DIEGO VELAZQUEZ Clique na imagem e veja versão de Picasso. |
Não pude deixar de ponderar se escrevendo este texto sobre metalinguagem, não estaria me valendo da metalinguística. Afinal, eu, mesmo mentindo, devo argumentar, que isto é prosa nova, que isto é muito natural.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
É possível.
Por: Clesis Crochemore, assistente social
Publicado no Diário Popular de hoje.
No dia 30 de junho de 2011 aconteceu solenidade de formatura de cursos de garçons e lanches rápidos para dez adolescentes autores de ato infracional, no Centro de Atendimento Socioeducativo - Regional Sul da Fase/RS, com sede em Pelotas. Foi um evento digno de registro e divulgação. Momento ímpar para os jovens, seus familiares, autoridades e empresários parceiros. Diante do difícil trabalho de recuperação dos adolescentes, um momento de enlace com a esperança. O que se viu naquela noite foi puro encantamento. Dez jovens vestidos a rigor, entrando em tapete vermelho, recebendo diplomas, sorridentes, aplaudidos de pé pelos presentes. Pela vez primeira, foram protagonistas e não meros espectadores. Conquista própria, pela perseverança, pelo interesse, merecedores da homenagem. E, exemplo para os demais adolescentes que cumprem medida privativa de liberdade. Trilharam o caminho do bem, com perspectiva de continuidade. Ao serem desligados da instituição, sairão com a roupa funcional, o diploma e o encaminhamento do Sine. Não se sabia, naquela noite, onde se concentrava mais elevação de autoestima, se nos jovens em recuperação, nos seus familiares orgulhosos ou dos funcionários, tantas vezes desanimados com reincidências e outras dificuldades.
A diretora da Unidade, Michelle Marques, há pouco tempo no cargo, demonstra com seu empenho na implantação, desenrolar dos cursos e no inesquecível encerramento, que compreende, sabe e faz acontecer o que tem de ser feito: elevação da autoestima destes jovens e profissionalização. Conhece a tênue linha divisória entre limite e afeto, no trato com adolescentes em geral e que não se faz diferente quando se trata dos envolvidos com a lei. A continuar assim, terá condições de superar outros entraves e transformar o atendimento ao adolescente infrator, verdadeiramente, em medida socioeducativa.
Publicado no Diário Popular de hoje.
No dia 30 de junho de 2011 aconteceu solenidade de formatura de cursos de garçons e lanches rápidos para dez adolescentes autores de ato infracional, no Centro de Atendimento Socioeducativo - Regional Sul da Fase/RS, com sede em Pelotas. Foi um evento digno de registro e divulgação. Momento ímpar para os jovens, seus familiares, autoridades e empresários parceiros. Diante do difícil trabalho de recuperação dos adolescentes, um momento de enlace com a esperança. O que se viu naquela noite foi puro encantamento. Dez jovens vestidos a rigor, entrando em tapete vermelho, recebendo diplomas, sorridentes, aplaudidos de pé pelos presentes. Pela vez primeira, foram protagonistas e não meros espectadores. Conquista própria, pela perseverança, pelo interesse, merecedores da homenagem. E, exemplo para os demais adolescentes que cumprem medida privativa de liberdade. Trilharam o caminho do bem, com perspectiva de continuidade. Ao serem desligados da instituição, sairão com a roupa funcional, o diploma e o encaminhamento do Sine. Não se sabia, naquela noite, onde se concentrava mais elevação de autoestima, se nos jovens em recuperação, nos seus familiares orgulhosos ou dos funcionários, tantas vezes desanimados com reincidências e outras dificuldades.
A diretora da Unidade, Michelle Marques, há pouco tempo no cargo, demonstra com seu empenho na implantação, desenrolar dos cursos e no inesquecível encerramento, que compreende, sabe e faz acontecer o que tem de ser feito: elevação da autoestima destes jovens e profissionalização. Conhece a tênue linha divisória entre limite e afeto, no trato com adolescentes em geral e que não se faz diferente quando se trata dos envolvidos com a lei. A continuar assim, terá condições de superar outros entraves e transformar o atendimento ao adolescente infrator, verdadeiramente, em medida socioeducativa.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Texto de oficinando no Blog do David Coimbra, Parabéns Mário!!!
Por Mário Gayer do Amaral
Falta de Educação
Ontem, no meio de minhas pesquisas habituais, resolvi ler meus e-mails no computador e notei algo interessante em um daqueles que meu pai sempre envia pra mim.
Nele descrevia diversas situações do dia-a-dia e as reações educativas em 1959 e em 2011.
Me chamou atenção as mudanças profundas com relação a educação daqueles tempos pra cá e o exemplo que me fez ficar de queixo caído foi aquele em que o menino José caiu no chão enquanto brincava e chorava muito de dor e a professora Maria ajudou-o a se levantar e logo o consolou, dizendo que a dor logo passaria.
Em 1959, o garoto sorria pra sua professora e seguia brincando normalmente enquanto que em 2011 o garoto passaria cinco anos em tratamento psicológico, os seus pais processariam a escola e a professora por negligência, ganhando uma polpuda indenização dos dois processos e a professora renunciaria a docência, cairia em depressão profunda e se mataria.
No final do e-mail, havia uma boa pergunta: Em que determinado momento daqueles tempos nós nos tornamos tão “bostas” em relação a educação de nossas crianças?
É difícil dizer se houve um determinado momento em que a educação tornou-se tão ineficiente como agora. Creio que essa ineficiência educativa nos dias de hoje vem de uma conjunção de vários fatores como a falta de hierarquia dos alunos em relação aos professores, o medo destes de desagradar certos pais abonados, o surgimento das “babás eletrônicas” chamadas Philco, LG e Sony que são eficientes em seu trabalho e o mais grave de todos estes que é a impunidade dos atos dos filhos.
Ou, em outras palavras, “pode fazer tudo, meu filho, que não acontece nada”.
Pode fazer tudo sim, menos tolerar o próximo e honrar pai, mãe e professor.
Meus pais sempre me dizem que se tu não impor o devido respeito, as pessoas passam por cima de ti feito Panzers. E estavam absolutamente certos.
Devido a essa falta de educação, o nosso país tem hoje pais omissos, filhos despóticos e professores a beira de um ataque de nervos.
Por todos esses motivos, chego á seguinte conclusão de que a minha tia Josi é uma heroína.
Afinal de contas, não é nada fácil ser professora.
Falta de Educação
Ontem, no meio de minhas pesquisas habituais, resolvi ler meus e-mails no computador e notei algo interessante em um daqueles que meu pai sempre envia pra mim.
Nele descrevia diversas situações do dia-a-dia e as reações educativas em 1959 e em 2011.
Me chamou atenção as mudanças profundas com relação a educação daqueles tempos pra cá e o exemplo que me fez ficar de queixo caído foi aquele em que o menino José caiu no chão enquanto brincava e chorava muito de dor e a professora Maria ajudou-o a se levantar e logo o consolou, dizendo que a dor logo passaria.
Em 1959, o garoto sorria pra sua professora e seguia brincando normalmente enquanto que em 2011 o garoto passaria cinco anos em tratamento psicológico, os seus pais processariam a escola e a professora por negligência, ganhando uma polpuda indenização dos dois processos e a professora renunciaria a docência, cairia em depressão profunda e se mataria.
No final do e-mail, havia uma boa pergunta: Em que determinado momento daqueles tempos nós nos tornamos tão “bostas” em relação a educação de nossas crianças?
É difícil dizer se houve um determinado momento em que a educação tornou-se tão ineficiente como agora. Creio que essa ineficiência educativa nos dias de hoje vem de uma conjunção de vários fatores como a falta de hierarquia dos alunos em relação aos professores, o medo destes de desagradar certos pais abonados, o surgimento das “babás eletrônicas” chamadas Philco, LG e Sony que são eficientes em seu trabalho e o mais grave de todos estes que é a impunidade dos atos dos filhos.
Ou, em outras palavras, “pode fazer tudo, meu filho, que não acontece nada”.
Pode fazer tudo sim, menos tolerar o próximo e honrar pai, mãe e professor.
Meus pais sempre me dizem que se tu não impor o devido respeito, as pessoas passam por cima de ti feito Panzers. E estavam absolutamente certos.
Devido a essa falta de educação, o nosso país tem hoje pais omissos, filhos despóticos e professores a beira de um ataque de nervos.
Por todos esses motivos, chego á seguinte conclusão de que a minha tia Josi é uma heroína.
Afinal de contas, não é nada fácil ser professora.
domingo, 10 de julho de 2011
Terapia Literária - Oficinas
Podcast na RádioCom sobre Oficinas de Escrita Criativa.
sábado, 25 de junho de 2011
Falta de Educação
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